Marketing Viral: tudo que você precisa saber sobre o assunto​.

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Já reparou como algumas propagandas se popularizam de forma assustadora?

Principalmente quem faz uso das redes sociais acaba vendo conteúdos que são compartilhados, curtidos e que, de certa forma, grudam na cabeça, seja pelo uso de uma piada, de uma música, frase de efeito ou até misturando duas ou mais dessas coisas.

E, acredite, não é por simples coincidência que isso acontece.

Na verdade, há um forte planejamento que envolve todo o processo para que ele aconteça.

É o famoso Marketing Viral.

Tudo bem, o nome pode remeter a algo pouco desejável – afinal, quem quer um vírus em sua vida? – mas vamos provar hoje, nesse artigo, que esse vírus em particular é uma exceção à regra, sendo cobiçado pelas marcas e profissionais de marketing mais poderosos do mundo.

Então, que tal diminuir a sua imunidade ao vírus desse tipo de marketing, para poder aprender tudo o que você precisa para fazer uma campanha memorável e que se popularize de forma assustadora? É só seguir a leitura!

O que é marketing viral

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Antes de mais nada, vamos entender de forma de-fi-ni-ti-va o que é marketing viral.

Na verdade é todo material de cunho publicitário cuja estratégia envolve o encorajamento para que as pessoas passem essa mensagem adiante.

Ainda não entendeu? Sem problemas, é complicado mesmo. Vamos exemplificar com um dos cases mais clássicos do universo da internet: o Hotmail.

Afinal, quem nunca ouviu falar desse serviço de e-mail gratuito?

Ele é tão popular que não é incomum ver nomes, no mínimo, muito esquisitos de usuários. Afinal, é preciso ter uma identidade única e com milhões de usuários, fica muito difícil (!!!!) existir nomes simples que ainda estejam disponíveis.

Só que quando tudo isso começou?

“Get your private, free email at http://www.hotmail.com”.

Com uma única frase, um convite feito no rodapé de cada mensagem enviada.

Bom, vamos imaginar que você não tem – ou não está satisfeito com o seu serviço atual de emails. O convite é tentador, não? Agora imagina que uma pessoa envia dez mensagens por dia.

Dez novos clientes em potencial. Se apenas dois morderem a isca, já temos mais duas contas @hotmail.com enviando também dez emails por dia, com convites no rodapé… e assim o ciclo aumenta.

Só que não basta fazer um convite.

Afinal, o público espera algo de qualidade para que ele se sinta tentado a fazer parte do ciclo.

Então, marketing viral só funciona quando o produto ou serviço atende às expectativas. E mais do que de graça, ou pago, é preciso que o público-alvo perceba o valor do que é oferecido pela marca como algo de interesse para o seu investimento (dinheiro, tempo etc.).

Por que você deveria investir em marketing viral?

Então por que a sua marca deveria investir no marketing viral?

Oras, a resposta é simples!

A partir do momento em que se conquista o status viral para a sua ação ou campanha, as chances de popularização do seu produto/serviço crescem exponencialmente.

E a reboque vêm também as oportunidades de aumentar as suas vendas e conquistar novos clientes.

É bom deixar claro: nem todas as suas campanhas vão viralizar, mas a partir dessa busca por formatos e conteúdos que fomentem a vontade no público de passar adiante a sua mensagem de marketing, você já vai ajudar – e muito! – na conquista de mercado.

E se vamos falar sobre a importância desse investimento, é preciso entender o que ele tem de tão especial.

Já reparou como o nosso mercado deixou de ter barreiras? A pequena loja situada no interior do estado pode vender para qualquer lugar do país e do mundo.

E essa facilidade faz com que todas as empresas tenham que lutar para conseguir o seu espaço, fortalecer a sua marca, já que a competição é feroz, envolvendo grandes e pequenos.

Sabe aquele momento de olhar na prateleira e ficar angustiado com o número de diferentes marcas para um mesmo produto?

O marketing viral faz com que a sua empresa consiga o destaque entre os demais, criando laços com o público-alvo que o ajudem na hora de escolher a sua marca entre todas as disponíveis.

Quer um exemplo que marcou – e ainda marca – a mente de muitas pessoas? Olhe o vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=8rd3_ybdckQ

A versão é em inglês, mas fica impossível não reconhecer…

A bebida energética apostou em propagandas com animação de linhas simples (bem próximas às charges do New Yorker e da Playboy), com piadas com sacadas voltadas, de alguma forma, ao público adulto e seu universo, ligando especificamente a necessidade e o desejo que podem ser respondidos – mesmo que apenas na ficção – ao se ingerir a bebida que “te dá asas”.

Ao ver o produto nas prateleiras, é esperado que o possível cliente olhe para o produto, lembre do vídeo, sorria ao lembrar da piada e da frase de efeito e acaba querendo também ter asas para enfrentar o seu dia – ou noite com mais disposição.

Como fazer marketing viral: as 8 melhores dicas

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Então, vamos botar a mão na massa e criar um marketing viral?

Calma, não vamos apenas lançar o desafio e te colocar no fogo para cumprir, sozinho, essa grandiosa tarefa.

Separamos cinco dicas preciosas para você não fazer feio:

1. Focar no ciclo de vendas do seu produto ou serviço

A pior propaganda é aquela que não vende a realidade.

E não estamos falando aqui de utilizar recursos lúdicos e metáforas, mas da verdade nua e crua sobre o que sua empresa oferece.

Investir em marketing significa potencializar tudo de bom que o seu produto ou serviço tem para oferecer ao público, respondendo as suas necessidades e desejos de forma direta.

Quer um exemplo bem básico?

Se você vende um carro e faz uma campanha com um veículo de cor vermelha, é de se esperar que essa cor exista para ser vendida, certo? Porque se não for o caso, o consumidor vai se sentir, no mínimo, lesado ao ver que aquilo que foi alardeado só existe ali, na propaganda.

E também não adianta propor uma venda se a empresa não vai conseguir atender à demanda, impedindo o acesso àquilo que ele deseja consumir. Portanto, atenção à distribuição!

E, por fim, as suas equipes de atendimento e vendas devem estar mais do que prontas a atender os clientes, resolver dúvidas e saber todas as funcionalidades do que vai ser vendido.

Isso além daquelas regras básicas de bom atendimento, como educação, cordialidade e respeito.

2. Fazer algo de fácil absorção e repasse

Não dificulte o acesso ao seu material.

Aqui não é o momento de criar formulários para a conquista de leads. Na verdade, quanto mais fácil a visualização e repasse dessa mensagem, melhor!

É exatamente por isso que muitos investem na criação de materiais audiovisuais, que já são de mais fácil absorção por parte do público em diversas mídias populares, entre TV e internet, bem como acaba servindo de base para a produção de outros materiais (áudios para rádios, propagandas para revistas e jornais).

Aliás, o investimento pesado em vídeo também cresce também por conta do crescente uso de dispositivos móveis (smartphones e tablets).

Acaba sendo muito mais fácil baixar materiais nesse formato para a visualização do que peças gráficas que exigem um espaço maior para a leitura e o entendimento.

3. Produzir algo inesperado

Não basta fazer uma boa tirada com humor. É preciso que ele seja inesperado, ou seja, que ele ofereça ao público algo que ele não tem nem ideia de que vai acontecer – mas que seja, de alguma forma, muito bem-vindo.

Uma risada, um depoimento, uma visão diferente sobre algo já conhecido. O objetivo é surpreender.

E isso dá trabalho, não se engane.

É preciso sair dos padrões que normalmente iriam nortear suas campanhas de marketing para poder surpreender.

Quer um exemplo delicioso? A cervejaria belga Stella Artois, que vem conquistando o paladar brasileiro, criou a série de propagandas “Receber é uma arte”:

Assim, a cerveja, nesse caso, fugiu à regra das mulheres com pouca roupa para se tornar um elemento para a confraternização e de uma ótima recepção para os amigos.

Tudo com muita finesse. E basta olhar o canal da empresa no Youtube para ver que o investimento tem rendido uma verdadeira série de vídeos que fortalecem a imagem da marca junto a um público que não aprecia – somente – futebol e cerveja, para querer conquistar adeptos de outras áreas correlatas, porém muito pouco desenvolvidas, como a gastronomia.

4. Utilizar canais de massa

Aliás, quando falamos acima da campanha da Stella Artois, você provavelmente nem percebeu a facilidade com que teve acesso ao conteúdo da empresa, a apenas um ou dois cliques de distância.

Só que isso é fundamental.

O Youtube se tornou um queridinho exatamente por permitir às massas a visualização fácil de material.

E, mais importante ainda, ele tem botões fantásticos, logo abaixo da tela que fazem com que você possa compartilhar esse material diretamente no seu perfil nas principais redes sociais (Facebook, Twitter, Google+, LinkedIn, hi5…), além de poder curtir e comentar dentro da própria página do Youtube.

A utilização de canais em massa é um ponto decisivo para quem deseja fazer o marketing viral.

Falamos anteriormente que é preciso que suas campanhas sejam de fácil acesso e aqui as redes sociais vêm como uma resposta quase perfeita aos anseios de uma marca.

O ‘quase’ existe exatamente pela facilidade de se multiplicar qualquer conteúdo, o que aumenta muito a concorrência.

5. Não planejar para ser viral

Essa última dica pode parecer um pouco estranha.

Como assim? Explicamos.

Nada pode garantir que uma campanha vai viralizar.

Afinal de contas, ela vai sempre depender de um fator externo e desconhecido: o público. É ele quem, no final das contas, vai decidir o que merece – em sua opinião – ser compartilhado e visto.

Alguns podem até dizer que é possível fazer isso através da compra de espaço, de perfis fake… mas não é. Forçar o viral pode até dar um empurrão inicial, mas quando ele não é abraçado pelo público, não vai adiantar de muita coisa.

Um exemplo é a propaganda de 1996 – quase vinte anos atrás – da Parmalat, com crianças vestidas de bichinhos:

Uma musiquinha simples, letra cativante, a espontaneidade e fofura dos pequenos e uma frase final – “Tomô?” – fizeram com que a propaganda ficasse na mente das pessoas por anos a fio com uma continuação, no mínimo, inusitada:

Os bichinhos cresceram e se desenvolveram! E provaram os diversos benefícios sempre tão alardeados pelo produto.

Como planejar essa popularização das frases, das figuras que viraram fantasias de carnaval de tal forma a garantir que uma década depois fosse interessante fazer um novo comercial? Impossível calcular.

6.Ser relevante

Não importa se a sua campanha é baseada em um modismo, em assuntos populares num determinado momento ou coisas que são parte do imaginário popular. Abordar temas ou pessoas famosas não significa que o seu marketing vai viralizar.

Quer um exemplo? A atriz Susana Vieira (bastante popular pelas participações em novelas e pelo seu jeito espevitado) protagoniza duas propagandas veiculadas na televisão para duas marcas muito distintas: enquanto o comercial feito para as Havaianas é curtido e compartilhado, o outro, para o remédio Calcitran acaba sendo ignorado pelas massas.

Mesmo que a ‘voz’ de ambas as marcas seja a mesma, o enfoque da marca de calçados é muito mais marcante e relevante – menos óbvio – do que o do remédio que ajuda a prevenir osteoporose.

Você pode até pensar que é mais fácil falar de chinelos do que remédios, mas aí a gente devolve com a questão: será que é isso mesmo ou as Havaianas conseguiram criar campanhas tão bem desenvolvidas e executadas que acabam fazendo parecer ser fácil?

7.Entender que o viral não será sobre o seu produto ou serviço

Na primeira dica nós falamos que é preciso vender em suas campanhas o que sua empresa vai oferecer na realidade. Mas isso não significa, de forma alguma, que o marketing viral é algum tipo de manual ou apresentação do seu produto ou serviço.

Na verdade, a sacada está justamente na presença da marca de uma forma natural.

Ou seja: é preciso pensar que quem está vendo a sua propaganda vai ficar tão animado com a história que está sendo contada ou com o formato adotado, que ela nem vai se dar conta (ou nem vai se importar) daquilo ser um comercial.

Isso significa apostar mais no universo das funcionalidades dos seus produtos e nas respostas que eles podem oferecer ao público. E aí a criação pode se valer de tiradas cômicas, emotivas, formatos inusitados, porque o conceito estará muito bem delineado.

8.Entender as razões pelas quais as pessoas compartilham

Nem tudo o que você vê nas suas redes sociais você curte, comenta ou compartilha. Já reparou nisso? A questão é que, mesmo sem nos darmos conta, fazemos constantemente uma seleção de material.

E a seleção, principalmente quando falamos das redes sociais, não são apenas resultados do “gosto” ou “não gosto”. É bem mais sutil.

Elas dizem respeito ao que pode emocionar, entreter e informar, não só a eles, como ao seu grupo social. É por isso que muitas vezes os materiais com sentimentos mais básicos costumam se fortalecer.

Eles são comuns a maioria esmagadora das pessoas e fica fácil para elas se enxergarem e/ou compreenderem a mensagem.

Conclusão

Bom, já deu para perceber que, embora tenha um nome assustador, o conceito de marketing viral não é tão feio assim.

E quando percebemos como ele já está à nossa volta há tanto tempo, fica ainda mais fácil aceitar que essa é uma ferramenta poderosa para qualquer marca que esteja buscando o destaque e o sucesso.

Arrisque-se! O mínimo que você vai conseguir é um material matador para promover a sua marca, pronto para mostrar aos seus clientes que sua equipe busca sempre oferecer o melhor.

Créditos: Redator Rock Content

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